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Agricultura

Dólar alto encarece insumos, mas relação de troca por grãos mantém vantagem ao produtor

Do mesmo modo que a desvalorização do real vem permitindo ganhos expressivos com a exportação de soja e do milho em dólar, também onera na hora de adquirir produtos importados.

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Depois de semear a safra de inverno, o produtor que tem ido às compras planejando a próxima safra de verão (2021/2022) tem se surpreendido com o aumento do preço dos insumos, em especial de fertilizantes e agroquímicos.

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Do mesmo modo que a desvalorização do real vem permitindo ganhos expressivos com a exportação de soja e do milho em dólar, também onera na hora de adquirir produtos importados.

“Tinha um produto para algodão que assustou. Fiz uma compra em fevereiro que paguei R$ 50 o litro. Um mês depois estava R$ 58, deu quase 20% de aumento. No geral, os aumentos são meio repicados, não tem aquela alta generalizada, mas aos poucos”, observa o produtor e presidente do Sindicato Rural de Cambará, na região do Norte Pioneiro, Aristeu Sakamoto.

A percepção do dirigente reflete os números do mercado. Segundo o analista de insumos agrícolas do Rabobank Brasil Matheus Almeida, no caso dos agroquímicos, a desvalorização do câmbio foi a responsável pela alta nas prateleiras. “De modo geral, o que se viu no mercado de defensivos foi uma queda no custo em dólar de 16%, mas, em real, um aumento na casa de 15% a 20%”, afirma.

Conforme Almeida, a queda no preço destes produtos em dólar se explica por alguns fatores. “Entramos em 2020 com estoques um pouco elevados. Também temos a forte concorrência interna e a entrada de novos players neste mercado. Só no ano passado, 493 produtos novos foram registrados no Brasil. Então isso acabou restringindo e limitando os reajustes dos preços em dólar”, observa.

Quando analisados os dados da produção paranaense coletados por meio do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), é possível notar até um certo recuo no custo dos defensivos. Na região de Guarapuava, Centro-Sul, a soma dos gastos com herbicidas, inseticidas e fungicidas em uma propriedade modal de soja foi de R$ 900,70 por hectare em janeiro de 2021. O custo dos mesmos produtos no mesmo mês de 2020 foi de R$ 916,45.

Adubação

No que se refere aos fertilizantes, a conta ficou ainda mais cara para o produtor. De acordo com o levantamento do Projeto Campo Futuro, em janeiro deste ano, em uma propriedade modal no município de Cascavel, no Oeste, o custo estimado de adubação da safrinha de milho foi 42% superior ao ano anterior, passando de R$ 641 por hectare em 2020 para R$ 910 em 2021. No caso da propriedade modal de Cascavel, o fertilizante tem peso de 28% no custo operacional do produtor. Nesse caso, o custo operacional da safrinha de milho este ano foi 8% maior que o anterior.

De acordo com a técnica Ana Paula Kowalski, do Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), isso não é exclusividade do Paraná, pois o Brasil é dependente da importação das matérias-primas para fabricação dos fertilizantes e defensivos agrícolas que utiliza em sua produção. “Se por um lado o nosso real desvalorizado e a conjuntura favorável têm mantido os preços dos grãos elevados, por outro, o valor de importação dos insumos também teve aumento expressivo. Portanto, a margem líquida de cada produtor depende dos preços, das tendências de mercado e do planejamento da comercialização e aquisição de insumos”, salienta.

Impactos

Esta estratégia ganha relevância adicional quando observados os recentes movimentos de mercado. “Quando olhamos para frente, o produtor que não travou sua compra de fertilizantes tende a sofrer um impacto maior, pois os preços no mercado internacional subiram muito em janeiro e fevereiro, na ordem de 50%”, expõe o analista do Rabobank Brasil.

Segundo ele, esse movimento tem explicação adicional além da desvalorização do câmbio. “É o mercado internacional que está ditando esse movimento. O preço em dólar (dos fertilizantes) está subindo no mercado, pois é o momento dos Estados Unidos e da Europa irem às compras. Além disso, o produtor está mais capitalizado e disposto a investir um pouco mais na lavoura”, analisa Almeida.

Fundamental

Em face desse cenário, é fundamental que o produtor tenha planejamento e antecipe suas compras para não ficar exposto às variações bruscas do mercado. “Na região de Toledo, vejo que o pessoal já comprou os insumos de forma antecipada. Além da questão do preço, você precisa garantir a disponibilidade do produto, para quando chegar a hora do plantio estar no barracão”, comenta o presidente do Sindicato Rural de Toledo e da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Faep, Nelson Paludo.

NPK

Dentre os fertilizantes, o grupo dos fosfatados foi o que mais subiu, relata o analista de insumos do Rabobank Brasil. “No cenário externo, a demanda apareceu mais forte que o esperado. Os Estados Unidos estão com tarifa de importação para os produtos fosfatados do Marrocos e da Rússia. Isso fez com que que eles entrassem muito fortes comprando no mercado. Os preços saíram de US$ 390 a tonelada em dezembro de 2020 para US$ 620 na primeira semana de março de 2021”, compara Almeida.

Para o cloreto de potássio, segundo ele, o aumento nos dois primeiros meses do ano foi na casa de 20%, saindo de US$ 245 a tonelada em dezembro de 2020 para cerca de US$ 300 em março de 2021. A ureia experimentou recuperação de preço de 40% nesse período, passando de US$ 280 a tonelada para US$ 395.

Custo operacional da safrinha de milho este ano foi 8% maior que o anterior

Apesar do aumento do preço dos fertilizantes e agroquímicos, a relação de troca por sacas de soja e de milho se mostra bastante favorável para o agricultor. De acordo com o Campo Futuro, hoje a relação está em torno de 28 sacas de milho por tonelada de KCl (cloreto de potássio) e 31,5 sacas por tonelada de ureia. Para efeito de comparação, em janeiro de 2020, essa relação estava por volta de 45 e 42 sacas, respectivamente.

Do lado dos agroquímicos, a conta também está boa para quem produz. Em janeiro deste ano, a relação de troca do Glifosato, um dos herbicidas mais utilizados nas lavouras paranaenses, era de 0,23 saca de milho por uma unidade do produto. Em janeiro de 2020, essa relação era de 0,36 saca por unidade. Da mesma forma, inseticidas como Cipermetrina e Tiametoxam, que eram trocadas na proporção de 1,14 e 11,15 sacas de cereal por unidade do produto no início de 2020, hoje são trocadas por metade desta quantidade, 0,51 e 5,44 sacas por unidade, respectivamente. Ou seja, menos sacas compram muito mais produtos atualmente.

“O preço do milho subiu bastante, acredito que um pouco mais que os insumos. Mas sabemos que tanto o milho quanto a soja sobem, tendem a estabilizar e já caem de preço. Mas os insumos sobem e não caem de preço na mesma velocidade”, ressalta Nelson Paludo, produtor de Toledo.

Segundo ele, é fundamental que o produtor conheça os números do seu negócio. “A estratégia é sempre verificar quantas sacas de soja você precisa para pagar o custo do hectare. Então, o produtor precisa estar atento às possibilidades de fazer uma boa troca do insumo pelo produto da venda. A administração de uma propriedade se faz com resultados. E para ter resultado tem que vender bem e comprar bem também”, finaliza Paludo.

No Oeste, o custo estimado de adubação da safrinha de milho foi 42% superior ao ano anterior, passando de R$ 641 por hectare em 2020 para R$ 910 em 2021 (Foto: O Presente)

Agricultura

Funcionário furta arma de fogo, ameaça família de patrão e a sua própria família

Após furtar a arma de fogo e ameaçar a todos, o funcionário fugiu do local.

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Após furtar a arma de fogo o funcionário ameaça a todos do local.

A PM foi chamada nesta sexta-feira (17), por volta das 22h30, para comparecer em uma área rural de Marechal Cândido Rondon para atender uma ocorrência de ameaça com arma de fogo.

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A chegar no local os militares foram informados que um funcionário do local, que estava trabalhando apenas 14 dias se apossou de um rifle cal. 22 e começou a ameaçar todos que estavam na propriedade, até mesmo seus próprios familiares que trabalham no local.

Quando os PMs chegaram no local várias pessoas estariam trancadas em um quarto, pois estavam com muito medo do homem armado.

Após furtar a arma de fogo e ameaçar a todos, o funcionário fugiu.

A PM fez buscas nas redondezas, mas ninguém foi encontrado.

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Agricultura

Marechal Rondon é o 5º município do Paraná em produção no agronegócio

O Valor Bruto da Produção é um índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola e pecuária municipal e nos preços recebidos pelos produtores.

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Conforme relatório divulgado no site da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), viabilizado pelo Departamento de Economia Rural (DERAL), Marechal Rondon é destaque quanto à produção agropecuária no estado. Os dados apontaram o Valor Bruto da Produção (VBP) referente ao ano de 2020.

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O Valor Bruto da Produção é um índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola e pecuária municipal e nos preços recebidos pelos produtores.

Engloba produtos da agricultura, da pecuária, da silvicultura, do extrativismo vegetal, da olericultura, da fruticultura, de plantas aromáticas, medicinais e ornamentais, da pesca, etc.

Além de fornecer dados sobre a produção agropecuária de todos os municípios do estado do Paraná, tal índice compõe o Fundo de Participação dos Municípios.

O Valor Bruto da Produção tem uma participação de 8% no cálculo usado para a determinação do índice final a ser aplicado sobre a arrecadação do ICMS, que resulta na cota-parte devida a cada município.

Conforme o relatório, o município rondonense foi o 5º maior produtor no agronegócio no Paraná em 2020, com um total de ativos de R$ 1.499.182.362,78. Deste total, R$ 326 milhões se referem a suínos de corte, R$ 310 milhões oriundos de aves de corte, R$ 200 milhões através de leitões para recria, R$ 167 milhões através da soja (1ª safra), R$ 124 milhões contabilizados através do leite, R$ 119 milhões em silagem de milho e R$ 86 milhões através do milho (2ª safra). O restante é referente à produção de frutas, verduras, legumes, venda de outros animais, entre outros.

O município rondonense fica somente atrás de Toledo (R$ 3.497.883.392,36), Cascavel (R$ 2.278.420.131,21), Castro (R$ 2.265.677.837,96) e Guarapuava (R$ 1.606.028.851,14), entre os 399 municípios paranaenses.

 Conforme o prefeito Marcio Rauber, este resultado é fruto de um agronegócio forte e diversificado, feito por agricultores que trabalham diariamente para melhorar a renda familiar e produzir sempre mais.

“Os produtores rurais são incansáveis batalhadores. Temos que agradecê-los pela dedicação e pelo trabalho. O poder público também tem sua parcela de contribuição.

Oferecemos benefícios através de programas de incentivos de melhoramento genético, terraplanagens para a construção de aviários, chiqueirões, entre outros, por meio da Secretaria de Agricultura e Política Ambiental.

O trabalho também consiste em oferecer condições adequadas para a o escoamento da produção, com a constante manutenção das estadas, através da Secretaria de Viação e Serviços Públicos, e com um grande programa de pavimentação com pedras irregulares e asfalto, que já beneficiou quilômetros de vias no interior.

Marechal Rondon está de parabéns pelos resultados alcançados, em termos de produtividade e produção global”, mencionou o mandatário municipal.

O secretário de Agricultura e Política Ambiental, Adriano Backes, mencionou que as propriedades rurais se tornaram verdadeiras indústrias de alimentos.

“Por orientação do prefeito Marcio Rauber, temos concentrado nossas ações no apoio aos produtores rurais, responsáveis por grande parte da geração de divisas no município.

Peixes, aves, suínos, leite, grãos, gado de corte, entre outras atividades, compõem a diversificada linha do agronegócio rondonense.

Grande parte dos produtores investe em mais de duas atividades. Tecnologias de ponta são empregadas, o que garante uma produção cada vez maior. Parabenizamos a todos. É um resultado expressivo que pode crescer ainda mais”, destacou Backes.

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Agricultura

IDR-Paraná orienta sobre formas para controlar formigas cortadeiras na agricultura

Noroeste é a região mais afetada. Em Umuarama há Unidade de Referência onde os agricultores podem conhecer desde as espécies de formiga, características dos formigueiros, até as práticas para eliminá-los. Ter informações sobre a praga é a primeira providência.

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Foto: IDR-PARANÁ

Na região Noroeste do Paraná, a formiga cortadeira – a saúva – já é considerada uma praga de difícil controle. Ela aparece na maioria das propriedades, causando prejuízos para diversas culturas. Para auxiliar no combate, os extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná|) prestam orientações a todos os produtores interessados em fazer o manejo adequado.

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Os especialistas reforçam que se por um lado é impossível acabar com as elas, esse manejo torna viável o convívio com as saúvas. Informação e técnicas apropriadas são fundamentais para lidar com o problema. O manejo de formigas cortadeiras é obrigatório no Paraná, conforme lei estadual de 1995.

No município de Umuarama, por exemplo, o IDR-Paraná mantém uma Unidade de Referência onde os agricultores da região podem conhecer desde as espécies de formiga, características dos formigueiros, até as práticas para eliminá-los.

O extensionista José Cosme de Lima explica que para estabelecer um convívio com as formigas é preciso, primeiramente, ter informações. “É necessário conhecer a espécie, saúva ou quenquén, seus hábitos e formas de combate”, ressaltou.

Ele destaca que o prejuízo não é pequeno. “Nas áreas de pastagem esses insetos competem com os animais por alimento. Um formigueiro, de um a seis anos, pode consumir de três a sete quilos de forragem por dia. Um ninho adulto da Atta capiguara, a saúva-parda, pode consumir até 50% das pastagens de uma área”, alertou Lima.

O dano se estende também a áreas de lavoura. Segundo o extensionista, nos cultivos de cana a perda causada pelas formigas pode chegar a 3,2 toneladas de folha por hectare. Além disso, nas áreas com eucalipto três ataques sucessivos podem levar uma planta à morte. “A saúva desfolha o eucalipto e a planta não se recupera, não tem como fazer a fotossíntese”, esclareceu.

ORIENTAÇÕES – Por essas e outras razões, Lima afirma que todo produtor deve iniciar o combate da formiga cortadeira tão logo observar o surgimento dos insetos na propriedade. Conhecer a espécie e seus hábitos é importante para escolher a melhor época e método de controle. Ele explica que de maio até julho, época de temperaturas mais amenas, as formigas ficam mais ativas na superfície do solo em busca de alimento. Nesse período é indicado o uso de iscas.

Já no verão, sob altas temperaturas, elas se recolhem para o interior do formigueiro, o que vai exigir que o produtor faça o controle nos horários de temperaturas amenas.

Mas além de conhecer a espécie, o extensionista orienta que o produtor descubra também o tamanho dos formigueiros das saúvas. “Um formigueiro é considerado pequeno quando tem até dois metros quadrados. O médio pode chegar a 20 metros quadrados. Acima desse tamanho é considerado um formigueiro grande. Isso é importante para definir o melhor método de controle”, ressaltou.

O tamanho é definido multiplicando-se o maior comprimento pela maior largura da área de terra solta do formigueiro (murundum). Ele lembra que há uma única exceção nesta regra. “Quando se tratar da saúva parda (Atta capiguara), deve-se incluir também no cálculo o murundum, as rosetas e os discos existentes ao redor do monte de terra”, disse.

CONTROLE QUÍMICO – O controle com pó químico é indicado para ninhos com até dois metros quadrados, Acima disso, recomenda-se a utilização de iscas. “Elas devem ter a granulometria adequada, que vai possibilitar que as formigas manipulem o material. Além disso, têm que ser resistentes à umidade e com aroma atrativo”, ensinou o extensionista.

O produtor deve seguir a dosagem prescrita no receituário e na embalagem do produto. Os técnicos recomendam que no caso de sauveiros adultos, com murunduns com altura igual ou superior a 0,8 metros, a dose seja aumentada em pelo menos 20%.

As iscas não devem ser aplicadas em época de chuvas, pois a umidade destrói os grânulos e elas perdem a capacidade de atração sobre as saúvas. Temperaturas elevadas ou muito baixas também alteram a eficiência do método de controle.

O que se verifica é que, no verão, as iscas são mais eficientes quando utilizadas no fim de tarde. O material deve ser distribuído nas horas em que as cortadeiras estão trabalhando, na maioria das vezes quando a temperatura é mais amena. E o produtor jamais pode tocar as iscas.

Tatus, pássaros, aranhas, lagartos e tamanduás são algumas espécies que predam formigas. Lima recomenda que ao escolher métodos para controle, use produtos que não comprometam a fauna local.

“O agricultor também pode usar o pó químico, mas deve ficar atento para a calibração do equipamento de aplicação, pois além de seguir a recomendação do produto, ele deve colocar o cano do aplicador diretamente no olheiro de alimentação do formigueiro. Depois é só bombar em número de vezes que corresponda à dose recomendada pelo fabricante do produto”, informou o extensionista.

PRÁTICAS DE MANEJO –Os produtos líquidos para controlar os formigueiros devem ser aplicados com jatos dirigidos nos olheiros de alimentação. “Deve-se aplicar ao menos 50 ml de calda por olheiro. Mas o uso de caldas deve respeitar as culturas recomendadas, assim como uso de produtos registrados para o estado do Paraná”, disse.

A dosagem vai depender do tamanho do sauveiro. Alguns produtos químicos podem ser aplicados na forma de gotículas, formando uma névoa que é introduzida no formigueiro – é a termonebulização.

Também existem métodos culturais que podem controlar a saúva, como as práticas de revolvimento do solo, principalmente a aração e a gradagem. Essa prática é indicada apenas para sauveiros novos. Lima explicou ainda que a saúva-limão, por exemplo, ataca plantas de folha larga.

“Colocar plantas como a braquiária em uma área com essa espécie de formiga pode ser um método natural de controle dessa praga”, observou. Ele lembra também que o combate às formigas deve ser feito sempre em conjunto com vizinhos, já que elas não respeitam cercas.

Por/ AEN.

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Agricultura

Começou o Vazio Sanitário da Soja no Paraná

A partir do dia 15 de junho a medida se estende para outros cinco estados brasileiros: Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

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O vazio sanitário da soja tem início hoje no Paraná e  se estende por 90 dias e portanto vai até o dia 10  de setembro.

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A  partir do dia 15 de junho a medida se estende para outros cinco estados brasileiros: Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

A Embrapa elaborou um calendário com os períodos do vazio sanitário no Brasil e no Paraguai e de  acordo com as informações divulgadas pela instituição  é provável que haja mudanças nos períodos do vazio sanitário e da calendarização da semeadura da soja em alguns estados, em função da portaria nº 306, de 13 de maio de 2021, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O fiscal agropecuário da Adapar, de Marechal Cândido Rondon, Anderson Lemiska, lembra  que  o  objetivo  é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem-asiática durante a entressafra e assim atrasar a ocorrência da doença na safra e que o produtor precisa ficar atento e eliminar as plantas vivas de soja.

No Brasil, treze estados e o Distrito Federal adotaram essa medida, estabelecida por meio de normativas.

Além do Brasil, o Paraguai também estabeleceu o período de vazio sanitário, lá chamado de “pausa fitossanitária”.

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Agricultura

Manifestação dos Agricultores entre Mercedes e Guaíra

Manifestação dos Agricultores em Guaíra

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Neste momento está ocorrendo uma manifestação dos agricultores, no trecho que faz a ligação de Mercedes à Guaíra, próximo a cidade.

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Trata-se de um movimento exercido pelos Agricultores, onde estão colocando equipamentos agrícolas nas margens da rodovia e empunhando bandeiras do Brasil como forma de protesto.

Marechal Agora

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Agricultura

Aprovada lei que torna feiras da agricultura familiar e Acempre atividades essenciais

Isso significa que, mesmo durante períodos de estado de calamidade pública, epidemia ou pandemia, essas atividades não poderão ser interrompidas por completo.

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Matéria vai para sanção pelo prefeito Marcio Rauber

Será encaminhado para sanção do prefeito Marcio Rauber o projeto de lei 5/2021, aprovado ontem  pela  Câmara de Vereadores, de Marechal Cândido Rondon.

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De autoria do vereador Rafael Heinrich, o texto declara como atividades essenciais as feiras da agricultura familiar e o ponto de venda da Associação Central de Produtores Rurais Ecológicos (Acempre).

Isso significa que, mesmo durante períodos de estado de calamidade pública, epidemia ou pandemia, essas atividades não poderão ser interrompidas por completo.

Em contrapartida, elas deverão cumprir medidas complementares à segurança da população, quando determinadas pelas autoridades responsáveis, tais como os protocolos e medidas sanitárias durante a atual pandemia do COVID-19.

Conforme o autor do projeto, vereador  Rafael Heinrich, os alimentos produzidos pela agricultura familiar contribuem na melhoria do padrão alimentar, pois reduzem o consumo de alimentos ultraprocessados que apresentam maiores quantidades de açúcar, sal e gorduras.

O vereador chama atenção para o fato de que estes ingredientes estão diretamente relacionados com o aumento de doenças como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, entre outras.

Assim, segundo o parlamentar, as feiras da agricultura familiar e o ponto de venda da Acempre são importantes espaços de abastecimento, contribuindo com a segurança alimentar e nutricional,   promovendo a saúde da população  com a oferta  de  produtos mais saudáveis.

Fonte: Difusora

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Acidente

Agricultor fica ferido após cair de carroceria de caminhão no interior de Nova Santa Rosa

A ambulância do município realizou os primeiros socorros

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Um acidente de trabalho aconteceu por volta das 16h30 desta segunda-feira no interior de Planalto do Oeste, distrito de Nova Santa Rosa.

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Informações repassadas a nossa reportagem, relatam que o senhor de 60 anos foi amarrar uma corda na carroceria do caminhão e caiu com as costas ao chão.

A ambulância do município foi acionada e encaminhou o idoso para Marechal Rondon para realizar um exame de raio x, pois o agricultor estava com dores nas costas, possivelmente pode ter quebrado uma das costelas.

Após o exame de raio x o agricultor foi para o hospital Lar Belém.

Fonte: Portal Nova Santa Rosa

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Agricultura

Apesar de aprovado, uso de drones na agricultura em Marechal Rondon ainda gera debates

“Os drones ainda carecem de informações e regulamentação, principalmente as especificações técnicas por parte dos fabricantes”

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A Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon aprovou, no último dia 29, em segunda e última votação, projeto de lei que autoriza o uso de drones para aplicação de defensivos agrícolas na área rural rondonense.

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O texto mantém a proibição ao uso de aviões para pulverização de agrotóxicos e exige que os equipamentos sejam registrados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Ministério da Agricultura, bem como o operador deve ser certificado. O projeto foi enviado para sanção do prefeito.

Tendo em vista o perfil dos agricultores de Marechal Rondon, município composto por pequenos e médios produtores, muito se questiona sobre a efetiva vantagem no uso de drones na atividade rural. Além disso, questões envolvendo legislações estaduais e federais ainda são pouco evoluídas na temática, apesar da lei municipal.

APLICAÇÃO LOCALIZADA

De acordo com o engenheiro agrônomo do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR) do Paraná e presidente do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário de Marechal Cândido Rondon (CMDA), Urbano Mertz, o maior uso dos drones na agricultura atualmente é para assistência técnica, na realização de vistorias e medição de áreas. A

lém disso, como aprovado no projeto de lei, pontua ele, há possibilidade de utilizar o equipamento na aplicação de agroquímicos. “Possibilita a aplicação em áreas previamente mapeadas dentro da lavoura, onde há uma incidência maior de ervas daninhas ou reboleiras com ataques de pragas, por exemplo.

O uso geral na lavoura somente se justificaria se fosse observado um ataque generalizado de pragas ou ocorrência de doenças em toda a área”,

Engenheiro agrônomo do IDR do Paraná e presidente do Conselho de Desenvolvimento Agropecuário de Marechal Rondon, Urbano Mertz: “Não será possível o produtor comprar um drone, como se fosse um pulverizador, e ir aplicando. É preciso de uma empresa com licenciamento da Anac e profissional habilitado” (Foto: Divulgação)

DERIVA DE AGROTÓXICOS

O uso de drones possibilita ainda, lembra o presidente do CMDA, a aplicação de produtos mais próximos ao solo, o que, segundo ele, é muito benéfico ao meio ambiente. “Dessa forma, se evita a deriva, que hoje é o grande problema da aplicação de agrotóxicos, tanto por pulverizadores normais como por aeronaves”, expõe.

VIABILIDADE FINANCEIRA

No que diz respeito à viabilidade financeira, Mertz salienta que os produtos utilizados são um fator pesado na balança. “Os produtos utilizados são concentrados e caros, porque são aplicados em gotas minúsculas, uma vez que o drone carrega poucos litros do produto puro ou misturado”, menciona.

USO DE DRONE

Apesar de novidade para alguns, o inspetor do Crea/PR e presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Oeste do Paraná (Asseapar), engenheiro agrônomo Jullian Stülp, diz que usinas de cana de açúcar fazem uso dessa tecnologia há pelo menos dois anos.

“Na nossa microrregião o uso de drones é, atualmente, mais empregado na agricultura de precisão, medições de áreas, projetos ambientais e de conservação de solo, ou seja, é utilizado mais por conta da geração de imagens e mapas interativos”, informa.

Inspetor do Crea/PR e presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Oeste do Paraná (Asseapar), engenheiro agrônomo Jullian Stülp: “Na nossa microrregião, o uso de drones é, atualmente, mais empregado na agricultura de precisão, medições de áreas, projetos ambientais e de conservação de solo” (Foto: Divulgação)

COMPARAÇÃO

Sobre a aplicabilidade de drones na pulverização em lavouras, Stülp destaca as vantagens de se ter uma dose a menos de aplicação, menos deriva e mais facilidade na aplicação. “Existem drones no mercado com capacidade de transportar cinco, dez, 15 ou 20 litros de calda, enquanto pulverizadores convencionais transportam 600, dois mil ou três mil litros, por exemplo, para aplicação em um mesmo tamanho de área”, compara.

ADESÃO DOS PRODUTORES

Questionado se os produtores de Marechal Rondon estão interessados no método aprovado, Mertz é incisivo: “Tudo dependerá do custo-benefício”. Segundo ele, não há empresas rondonenses especializadas neste quesito. “Não será possível o produtor comprar um drone, como se fosse um pulverizador, e ir aplicando. É preciso de uma empresa com licenciamento da Anac e profissional habilitado”, destaca.

O engenheiro agrônomo pontua que a maioria dos agricultores já possui equipamentos para pulverização, sejam os acoplados ao trator ou os pulverizadores autopropelidos. “Para atender a demanda, muitas vezes concentrada em um período curto e em milhares de propriedades na microrregião, a tecnologia de drones para aplicação de agrotóxicos não deve ser generalizada, pelo menos nos próximos anos”, opina Mertz.

PEQUENAS E GRANDES PROPRIEDADES

O presidente da Asseapar estima que o uso intensivo de drones nas lavouras de grandes culturas, como soja, milho, trigo e outras, será gradativo. “Se dará conforme tiver maior oferta de serviços desse segmento no mercado em nossa região”, entende.

Mertz, por sua vez, avalia que os produtores de médio a grande porte devem ser os primeiros a utilizar os drones. “Exige um acompanhamento atento e próximo da situação de cada lavoura, fazendo manejo de pragas. Então, para um proprietário que tem inúmeras áreas plantadas espalhadas na região, penso que o drone pode ter um custo maior que o benefício”, observa.

Conforme ele, o alcance aos pequenos produtores depende da disponibilidade das prestadoras de serviço, posto que, em contrapartida, a maioria dos agricultores possui pulverizadores e não depende de terceiros. “Produtores altamente profissionalizados tenderão a utilizar o equipamento em função do menor risco de deriva, uso somente em reboleiras dentro da lavoura, lavouras conduzidas com muita tecnologia, tanto na adubação, cuidado com o solo, qualidade das sementes e manejo integrado de pragas e doenças”, pontua.

Marechal Rondon, devido à dificuldade de acesso em algumas áreas, pode se beneficiar da aplicação de defensivos agrícolas com drones (Foto: Divulgação)

O OPERADOR

A aplicação se dá conforme os preceitos do receituário agronômico, legislação ambiental vigente e atribuição técnica, comenta o presidente do CMDA.

“Além de saber traçar mapas de roteiro por GPS, por onde o drone vai circular, o profissional deve conhecer o tipo de produto a ser utilizado de acordo com a praga ou a doença da cultura, a erva daninha existente, concentração deste produto, melhor horário de aplicação, altura de voo conforme o vento ou a passibilidade de deriva e ter cuidados com a manipulação do produto, que é muito mais concentrado do que produtos utilizados em pulverizadores comuns”, detalha.

CRITÉRIOS TÉCNICOS

O presidente da Asseapar ressalta que a discussão principal sobre o uso de drones está sendo realizada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Foi aberta uma consulta pública para que se tenha elaborada uma resolução final sobre o tema, que norteará os critérios técnicos e legais para o efetivo uso de drones. Ou seja, pode ser que se tenha que alterar a lei aprovada recentemente, dependendo do parecer final dos órgãos pertinentes”, finaliza.

MARECHAL TEM POTENCIAL PARA USO DE DRONES NA AGRICULTURA

Lucas Daniel Barbieri é sócio-proprietário da OperAgro, de Toledo, uma empresa que presta suporte ao agro desde 2016. A iniciativa viu nos drones, cada vez mais presentes no dia a dia, ferramentas em potencial para o agronegócio. “Iniciamos com o propósito de prestar serviço a multinacionais de pesquisa agrícola, desenvolvendo e manejando ensaios de pesquisa por todo o país. No início de 2019 implementamos aos nossos trabalhos o uso de drones pulverizadores e, no início deste ano, passamos a levar essa tecnologia aos produtores”.

No ramo de pesquisa, a empresa atua em toda a região Sul do Brasil, com uma filial em Sorriso, no Mato Grosso. No atendimento aos produtores rurais, a empresa presta serviços em toda a região Oeste do Paraná.

Sócio-proprietário da OperAgro, Lucas Daniel Barbieri: “O valor ultrapassa o dos meios habituais de pulverização usados hoje, porém há compensação na qualidade da aplicação” (Foto: Divulgação)

PRODUTIVIDADE

Diante do alto valor agregado aos drones, Barbieri explica que os produtores interessados na aplicação de defensivos nessa modalidade contatam a empresa e eles verificam a viabilidade da aplicação para, então, executar o serviço.

Segundo ele, áreas de todos os tamanhos buscam a aplicação por drone, porém os produtores com alto nível técnico se sobressaem. “Todos com intuito de buscar, por meio da tecnologia, a mais alta produtividade”, destaca.

VANTAGENS X CUSTOS

O empresário afirma que a aplicação de defensivos com drones apresenta inúmeras vantagens. “Há praticamente zero amassamento do solo e da cultura, o vento que as hélices fazem na aplicação levam o produto até o solo e, além disso, pela ultrabaixa vazão, o produto é aplicado em maior concentração. Há até mesmo economia de água no preparo da calda”, enumera.

Por outro lado, ele destaca que o custo é a principal dificuldade. “O valor ultrapassa o dos meios habituais de pulverização usados hoje, porém há compensação na qualidade da aplicação”, evidencia.

MARECHAL RONDON

Analisando a área rural de Marechal Rondon, Barbieri vê potencial para o uso da tecnologia. “Algumas áreas na região têm difícil acesso, o que é uma dificuldade para os pulverizadores habituais e se agrava em períodos de chuva prolongados, obstáculos esses que, com o uso do drone, são praticamente anulados”, observa.

RECOMENDAÇÃO PARA APLICAÇÃO E DISTANCIAMENTO AINDA SÃO QUESTÕES PARA DISCUSSÃO

Em harmonia com o presidente da Asseapar, o fiscal agropecuário da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) de Marechal Cândido Rondon, Anderson Lemiska, entende que a lei municipal que autoriza o uso de drones é apenas um dos requisitos para a operacionalização de agrotóxico.

Fiscal agropecuário da Adapar de Marechal Rondon, Anderson Lemiska: “Os drones ainda carecem de informações e regulamentação, principalmente as especificações técnicas por parte dos fabricantes” (Foto: O Presente)

RECEITUÁRIO AGRONÔMICO

De acordo com ele, para que qualquer agrotóxico seja utilizado no território brasileiro é necessário a recomendação de um profissional de Agronomia por meio de um receituário agronômico, em que constam itens que descrevem a cultura, a área, o problema diagnosticado e trazem informações técnicas de como será a aplicação. “Essas informações são repassadas mediante rótulo e bula pelo fabricante do agrotóxico. É uma norma.

O agrotóxico para ser utilizado no Brasil precisa ser registrado com especificações de doses, época de aplicação, cultura e modalidade de aplicação”, explica, emendando que neste último item é que está o problema:

“Os fabricantes ainda não recomendam na bula a aplicação de agrotóxicos por drone. Se não há recomendação para essa aplicação, os profissionais não conseguem prescrever no receituário, porque não ‘existe’ essa modalidade”.

Conforme Lemiska, com o avanço dessa tecnologia, possivelmente os fabricantes vão registrar o agrotóxico para essa modalidade de aplicação por drone.

DISTANCIAMENTO

Outra questão que ainda precisa ser discutida, segundo o fiscal da Adapar, é o distanciamento da aplicação em relação a edificações, agrupamentos animais e recursos hídricos.

“Na legislação diz que quando as aplicações são tratorizadas ou costais o distanciamento é de 50 metros, mas quando é aviação agrícola o distanciamento é de 250 a 500 metros em relação a esses locais. O drone não se encaixa nem como aplicação terrestre e nem como aviação agrícola, então não há estipulado ainda um distanciamento seguro para aplicação nessa modalidade”, enfatiza.

FISCALIZAÇÕES

Ele ressalta, sobretudo, que todo tipo de aplicação, se feita conforme as recomendações dos fabricantes, tende a ser segura, principalmente em relação à deriva de agrotóxico. “Os drones ainda carecem de informações e regulamentação, principalmente as especificações técnicas por parte dos fabricantes”, pontua.

A Adapar, informa Leminska, fiscaliza esse tipo de aplicação quando chegam denúncias ou em fiscalizações de rotina. “Verificamos o receituário agronômico e temos feito autuações, aplicações dos processos e orientação aos agricultores e profissionais de Agronomia que se informem antes de prescrever o agrotóxico de drone”, finaliza.

Fonte: O Presente

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Agricultura

Clima irregular pode atrapalhar produção de milho no Paraná

A questão climática, unida à doença do enfezamento do milho, provocou no Paraná a redução em pelo menos 20 sacas por hectare comparativamente com a safra passada.

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QUESTÃO CLIMÁTICA, UNIDA À DOENÇA DO ENFEZAMENTO DO MILHO, PROVOCOU NO PARANÁ A REDUÇÃO EM PELO MENOS 20 SACAS POR HECTARE COMPARATIVAMENTE COM A SAFRA PASSADA: ÁREA COLHIDA ESTÁ, ATUALMENTE, EM POUCO MAIS DE 50% (FOTO: GILSON ABREU/AEN

O setor agropecuário foi um dos únicos com crescimento no ano passado, com previsão de que continue em alta em 2021.

No entanto, as condições climáticas podem reduzir a produção, sobretudo de milho, colocando em risco o abastecimento do cereal e a cadeia produtiva que dele depende.

O assunto foi discutido nesta semana em evento on-line sobre o Cenário Climático e Econômico Agropecuário para o Paraná.

“Temos ainda um ambiente bom, de crescimento, apesar de um possível aperto de suprimento, especialmente de um insumo tão fundamental que é o milho”, declarou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Além da alimentação animal, o uso de milho na indústria do etanol e outros segmentos é crescente.

“Nos próximos anos vamos precisar muito desse cereal, portanto, precisamos fazer tudo para ter produtividade média mais elevada, usar todas as ferramentas para que tenhamos aumento de oferta que sustente uma expansão qualificada na agregação de valor no Brasil e, particularmente, no Paraná”, afirmou.

MENOS OFERTA

Apesar da manifestação de otimismo, Ortigara destacou os problemas enfrentados pelos produtores desde o ano passado, com severa estiagem, seguida de chuvas fortes.

“Tivemos um atraso considerável na semeadura da soja e do milho de primavera e, por força disso, retardamos a colheita, o que está empurrando a semeadura de milho safrinha, tão fundamental para o suprimento do Brasil, para um ambiente mais hostil”, reforçou.

A questão climática, unida à doença do enfezamento do milho, provocou no Paraná a redução em pelo menos 20 sacas por hectare comparativamente com a safra passada.

A área colhida está, atualmente, em pouco mais de 50%. “A produtividade está surpreendendo para baixo, ainda que seja safra expressiva para o Brasil”, salientou.

Com menos oferta, os preços podem ficar mais elevados para a cadeia que tem o milho como matéria-prima, aumentando a preocupação com abastecimento.

“É uma pena ter de colocar o pé no freio no momento em que estávamos crescendo quase 3% em suinocultura e em torno de 5% na avicultura, e também na grande expansão, acima de 10%, na produção de peixes de cultivo”, observou o secretário.

O mesmo reflexo será sentido na pecuária de corte, no setor lácteo, na produção de ovos e em outros segmentos.

PREÇOS

No Brasil, a estimativa é de 80 milhões de toneladas de milho, que se somam ao estoque de 10,5 milhões de toneladas. “Mas todos os Estados estão com semeadura atrasada”, pontua Ortigara.

Grande parte dos agricultores já comprou sementes e insumos e precisa continuar produzindo e assumindo o risco.

“É um aspecto relevante de pouca proteção e de estar sujeito à exposição maior da lavoura ao risco climático, temperatura e umidade, o que faz pressupor produção abaixo de 80 milhões de toneladas, o que pressiona ainda mais o preço”, observa.

Ele analisou que o consumo interno de milho está estimado em torno de 72 milhões de toneladas, pois há boas perspectivas para a venda de proteínas animais ao mercado externo, com os certificados internacionais de área livre da febre aftosa sem vacinação a vários Estados, que devem ser concedidos em maio.

“Isso estimula e amplia o esforço de disputar mercados no exterior”, ressalta o secretário. Mas o mundo também quer comprar o milho brasileiro. “Temos perspectiva de grande exportação, de grande consumo e isso pode, em função do aperto da oferta, nos levar a ter de importar mais e vai chegar a um preço bastante elevado, o que afeta custos, estreita margens e faz repensar as decisões empresariais”, enaltece.

LA NIÑA

No mesmo encontro, o agrometeorologista Luiz Renato Lazinski reforçou a informação da influência do fenômeno La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento das águas superficiais do Pacífico e reflete no clima e na temperatura mundial. “Além de chuvas abaixo da média, o que observamos são precipitações bastante irregulares. E o La Niña vai persistir até o nosso inverno”, expôs.

Segundo ele, as chuvas em janeiro foram acima da média no Paraná, sobretudo no Oeste, Centro-Oeste e Litoral, com 400 a 500 milímetros, ou seja, duas vezes e meia a mais do que deveria. “Não foi só o excesso, mas choveu quase todos os dias”, mencionou Lazinski. Em fevereiro, a chuva migrou para o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. “Isso é típico do La Niña, com períodos que chove demais e períodos que chove de menos”, comenta.

Em termos de temperatura, o fenômeno é semelhante. Em janeiro, no Paraná a média foi abaixo do normal para o período. Em fevereiro ficou na média ou abaixo, enquanto no início de março, onde há chuva o frio acompanha. “As irregularidades em termos de chuvas, com tendência abaixo da média, vão persistir pelo menos nos próximos 45 dias”, afirmou. “Vamos ter veranicos um pouco mais prolongados ao longo de toda a safrinha de milho. Além disso, tanto o milho quanto a soja estarão sujeitos a geadas”, concluiu.

Fonte: O Presente

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Paulinho Lava Car

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