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Saúde

Peru declara emergência de saúde por surto de Síndrome de Guillain-Barré; entenda a doença

Outros sinais e sintomas que podem estar relacionados à Síndrome de Guillain Barré, segundo o Ministério da Saúde:

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O governo peruano declarou emergência nacional de saúde por 90 dias no domingo (9) devido a um surto incomum de casos de síndrome de Guillain Barré, após a morte de quatro pessoas por essa doença que afeta o sistema nervoso.

A síndrome de Guillain-Barré é uma condição neurológica rara e grave, em que o sistema imunológico do corpo ataca o sistema nervoso periférico. Isso resulta em uma inflamação dos nervos, que por sua vez leva à fraqueza muscular, formigamento, dormência e, em casos mais graves, paralisia.

Os sintomas costumam ser motores. Na maioria dos casos, tem caráter ascendente, ou seja, começa pelos pés, “sobe” para as pernas e posteriormente atinge os braços. Há dificuldade para andar e manusear objetos.

“Podendo chegar à paralisia da face, em que o indivíduo fica sem expressão facial”, explica o neurologista Osvaldo Nascimento, da Universidade Federal Fluminense.

Os sintomas sensitivos também podem estar associados à síndrome e podem ser desde dormência nos pés ou pernas e mãos, até mesmo dores distribuídas nestas regiões.

Outros sinais e sintomas que podem estar relacionados à Síndrome de Guillain Barré, segundo o Ministério da Saúde:

  • Sonolência;
  • Confusão mental;
  • Coma;
  • Crise epiléptica;
  • Alteração do nível de consciência;
  • Perda da coordenação muscular;
  • Visão dupla;
  • Fraqueza facial;
  • Tremores;
  • Redução ou perda do tono muscular;
  • Dormência, queimação ou coceira nos membros.

Qual a causa?

Algumas condições podem precipitar uma reação imunológica e essa reação “atacar” o sistema nervoso, mas não existe uma causa específica.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, várias infecções têm sido associadas à Síndrome de Guillain Barré, sendo a infecção por Campylobacter, que causa diarréia, a mais comum.

Outras infecções encontradas na literatura cientifica que podem desencadear essa doença incluem Zika, dengue, chikungunya, citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, sarampo, vírus de influenza A, Mycoplasma pneumoniae, enterovirus D68, hepatite A, B, C, HIV, entre outros.

Como é feito o diagnóstico?

Não há um teste específico para o diagnóstico. Nascimento explica que síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. No caso da Guillain-Barré, estes sintomas são clínicos nos primeiros dias, ou seja, não aparecerá em exames. Por isso é difícil diagnosticar a síndrome.

“O médico precisa estar atento a isso, ao reconhecimento clínico. O neurologista tem uma intimidade maior com o diagnóstico, mas é importante que se considere que este paciente vai procurar a emergência, então é importante que o profissional da área de saúde tenha o conhecimento para ajudar a reconhecer e com isso direcionar para o tratamento médico adequado”, diz Nascimento.

Exames que podem ajudar

O exame do líquido da espinha (líquido cefalorraquidiano) pode ajudar, mas somente após alguns dias: “As alterações vão surgir 10 dias, uma semana depois, quando há um aumento das proteínas no líquido. As proteínas ficam muito elevadas com as células normais. Essa dissociação: muita proteína, pouca célula, ajuda no diagnóstico”, explica.

Posteriormente as alterações da condução nervosa também podem ser avaliadas. O exame de eletroneuromiografia, conhecido como os pequenos choques nos braços e nas pernas, acaba mostrando alterações indicativas de lesão da mielina.

Como é feito o tratamento?

O tratamento vai depender da situação clínica do paciente. Em alguns casos, o paciente pode ter paralisia da musculatura respiratória e alterações do ritmo cardíaco e precisa ficar internado da Unidade de Terapia Intensiva.

Geralmente, o tratamento é feito com imunoglobulina ou plasmaferese.

“A imunoglobulina é administrada durante 5 dias e se aguarda a resposta clínica. Se isto não resolve, pode-se tentar, como é feito em alguns lugares do Brasil, a plasmaferese, ou seja, é quase uma troca do plasma para os anticorpos que não estejam envolvidos com a doença”, diz Nascimento.

Como é a recuperação?

Segundo Nascimento, a maioria dos pacientes tem uma recuperação completa após o tratamento.

“Cerca de 15% dos casos podem deixar alguma sequela e 5% podem chegar ao óbito por causa da gravidade, são muitas alterações a nível respiratório, cardíaco, permanência na UTI. Morre-se até mais por complicações e infecções intercorrentes”, explica Nascimento.

Fisioterapia

A fisioterapia tem um papel importante para os casos mais graves da doença, especialmente os que precisam de internação na UTI.

“A fisioterapia serve para evitar que não haja atrofia muscular, que se mantenha a motricidade das pernas e dos braços, mas só fisioterapia não resolve o problema”, diz Nascimento.

Marechal Rondon

Vacinação contra a poliomielite segue até sexta-feira (14)

Para que as crianças recebam o imunizante, é necessário que os responsáveis levem o cartão vacinal, cartão SUS ou CPF

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A Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon informa que a campanha de vacinação contra poliomielite prossegue até sexta-feira (14). A imunização contra paralisia infantil é destinada para crianças menores de 5 anos. Crianças menores de 1 ano devem atualizar a caderneta, enquanto crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina.

As doses dos imunizantes estão disponíveis de segunda a sexta-feira nas salas de vacina da sede e do interior, com horário de atendimento das 7h30 às 11h15 e das 13h às 16h45. Os moradores dos distritos de Bom Jardim e São Roque devem procurar a sala de vacina mais próxima.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Leandro Dalamaria, para que as crianças recebam o imunizante, é necessário que os responsáveis levem o cartão vacinal, cartão SUS ou CPF.

Em nível municipal, a campanha conta com a parceria da Família Rotária, por meio dos quatro Rotary clubs, da ASR (Associação de Senhoras de Rotarianos), do Rotaract, Interact e Rotakids.

Por: Assessoria

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Marechal Rondon

Dia D de vacinação contra a poliomielite ocorre no sábado (8)

Todos os postos de saúde estarão abertos. Na sede, no horário das 8h às 16h. Já no interior, o atendimento ocorrerá das 8h às 12h

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Venilton Küchler/AEN

A Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon comunica que o Dia D de vacinação contra a poliomielite está programado para sábado (08), em todos os postos de saúde do município.

Na sede municipal, os postos estarão abertos das 8h às 16h. Já no interior, o atendimento ocorrerá das 8h às 12h.

A imunização, contra paralisia infantil, é destinada para crianças menores de 5 anos. Crianças menores de 1 ano devem atualizar a caderneta, enquanto crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina.

Para receber a vacina, é necessário que os responsáveis levem o cartão vacinal da criança, cartão SUS ou CPF.

Campanha

Já a campanha de vacinação contra poliomielite segue até o próximo dia 14 (sexta-feira). As doses dos imunizantes estão disponíveis de segunda a sexta-feira nas salas de vacina da sede e do interior, com horário de atendimento das 7h30 às 11h15 e das 13h às 16h45. Os moradores dos distritos de Bom Jardim e São Roque devem procurar a sala de vacina mais próxima.

Por: Assessoria

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Marechal Rondon

Dia D de vacinação contra a poliomielite ocorre no sábado em Marechal

Todos os postos de saúde estarão abertos. Na sede, no horário das 8h às 16h. Já no interior, o atendimento ocorrerá das 8h às 12h

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Venilton Küchler/AEN

A Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon comunica que o Dia D de vacinação contra a poliomielite está programado para sábado (08), em todos os postos de saúde do município.

Na sede municipal, os postos estarão abertos das 8h às 16h. Já no interior, o atendimento ocorrerá das 8h às 12h.

A imunização, contra paralisia infantil, é destinada para crianças menores de 5 anos. Crianças menores de 1 ano devem atualizar a caderneta, enquanto crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber uma dose da vacina.

Para receber a vacina, é necessário que os responsáveis levem o cartão vacinal da criança, cartão SUS ou CPF.

Campanha

Já a campanha de vacinação contra poliomielite segue até o próximo dia 14 (sexta-feira). As doses dos imunizantes estão disponíveis de segunda a sexta-feira nas salas de vacina da sede e do interior, com horário de atendimento das 7h30 às 11h15 e das 13h às 16h45. Os moradores dos distritos de Bom Jardim e São Roque devem procurar a sala de vacina mais próxima.

Por: Assessoria

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Paraná

Paraná decreta estado de emergência zoosanitária

Desde a primeira notificação no Paraná, em 21 de junho, a Adapar já fez quase 800 fiscalizações no Litoral

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Medida vale por 180 dias

Para agilizar o atendimento nos casos notificados de suspeita de gripe aviária de alta patogenicidade, a H5N1, e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença, o Governo do Paraná decretou estado de emergência zoosanitária no Estado pelo prazo de 180 dias.

A medida, que teve aprovação do Conesa, Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária, é uma forma de alinhar as ações com o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em maio, o ministério já tinha adotado essa providência e agora orientou para que decretos semelhantes fossem assinados pelos estados para que haja um trabalho conjunto entre as unidades da Federação, garantindo segurança para os importadores do frango brasileiro e para os consumidores.

Até agora, Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul e Tocantins também já adotaram decretos parecidos.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que também preside o Conesa, explicou tratar-se de uma medida protetiva, para que haja o rápido atendimento num eventual foco da doença.

Até agora o Paraná detectou sete casos apenas em aves silvestres migratórias, o que está dentro do esperado, já que há migração natural de pássaros entre os continentes em busca de alimento e para reprodução.

Segundo a Adapar, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, todos os focos já foram declarados encerrados pelo Ministério da Agricultura.

A gripe aviária é uma doença com distribuição global e ciclos pandêmicos ao longo dos anos, com sérias consequências para o comércio internacional de produtos avícolas.

Em 15 de maio, a doença foi detectada pela primeira vez em território brasileiro, em aves silvestres, o que não afeta a condição de país livre da doença para o comércio.

Desde a primeira notificação no Paraná, em 21 de junho, a Adapar já fez quase 800 fiscalizações no Litoral, onde foram registrados os sete focos da doença. Cerca de 20 mil aves de subsistência foram examinadas clinicamente e consideradas saudáveis.

De acordo com a Adapar, na região não há nenhuma granja com produção comercial ou para reprodução.

Fonte: AGN

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Brasil

Fiocruz destaca número de pesquisas sobre potencial de canabinoides

Nota técnica trata do uso de canabidiol, entre outros

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|© Divulgação/Anvisa|

Nota técnica do Programa Institucional de Políticas de Drogas, Direitos Humanos e Saúde Mental da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quarta-feira (19), indica que um número crescente de pesquisas aponta para o potencial terapêutico de canabinoides, entre eles o canabidiol (CBD) e o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC), para diferentes condições clínicas e enfermidades.

Segundo a nota, essas pesquisas apresentam diferentes níveis de evidência, ou seja, para cada condição existe, no presente momento, maior ou menor robustez científica que comprove a segurança e eficácia da aplicação terapêutica.

Os pesquisadores responsáveis pelo documento destacam que algumas pesquisas são conclusivas em apontar a segurança e eficácia dos canabinoides na redução de sintomas e melhora do quadro de saúde para dor crônica, espasticidade (distúrbio motor caracterizado pelo aumento do tônus muscular), transtornos neuropsiquiátricos e náusea, vômito e perda do apetite ligados ao tratamento com quimioterapia.

Além de detalhar evidências e referências técnicas sobre as condições de saúde, a nota técnica ainda reforça a necessidade de se avançar no desenvolvimento de pesquisas no Brasil, com a realização de estudos clínicos de diferentes condições, na capacitação de médicos e outros profissionais de saúde sobre o uso terapêutico da Cannabis e derivados. “Isso permitirá que possam prescrever e tratar com mais confiança e conhecimento e também na regulação dos produtos à base de cannabis, para que sejam produzidos nacionalmente e distribuídos de forma segura e eficaz”, diz a Fiocruz.

Para os pesquisadores, “é indispensável assegurar uma regulamentação abrangente e eficiente, que viabilize a produção, prescrição e o acesso gratuito e universal, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a uma ampla gama de formas farmacêuticas da cannabis e derivados, sempre respaldadas por evidências sólidas de segurança e eficácia terapêutica”.

O objetivo do documento é oferecer subsídios técnicos para as instituições responsáveis pela legislação, regulamentação, pesquisa, produção, padronização, distribuição e uso da Cannabis e derivados para fins terapêuticos no Brasil e para a sociedade em geral.

Com informações de Agência Brasil

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Saúde

Municípios do Paraná devem aderir a novo ciclo do Programa Mais Médicos

O novo edital, que prevê 338 vagas em 151 municípios, exige a confirmação por parte dos gestores municipais ao programa. A ação dá início ao 28º ciclo do Mais Médicos e as adesões devem ser exclusivamente pelo sistema e-gestor até o dia 25 deste mês

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|Foto: SESA|

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou nesta terça-feira (18) a importância da adesão dos municípios paranaenses às vagas ofertadas pelo Ministério da Saúde para o Programa Mais Médicos. O novo edital , que prevê 338 vagas em 151 municípios, exige a confirmação por parte dos gestores municipais ao programa.

A ação dá início ao 28º ciclo do Mais Médicos e as adesões devem ser exclusivamente pelo sistema e-gestor até o dia 25 deste mês, com o resultado sendo publicado no dia seguinte. Nesta fase, o programa irá dedicar profissionais para atuação na Atenção Primária à Saúde, podendo expandir, posteriormente, o atendimento em ações especializadas, como assistência à população indígena e Atenção Prisional. A lista completa dos municípios contemplados, bem como o número de vagas ofertadas, pode ser conferida clicando AQUI .

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, classificou a medida como um importante reforço assistencial para o Estado. “O Programa é imprescindível para garantir o atendimento em áreas de maior vulnerabilidade social e que possam apresentar escassez de profissionais. Essa é uma parceria que buscamos expandir com o governo federal, a fim de garantir que nenhum paranaense fique desassistido. Por isso, é de grande importância que os municípios contemplados confirmem sua adesão”, disse.

PROGRAMA – De acordo com o Ministério da Saúde, o Programa Mais Médicos tem como objetivo diminuir a carência de profissionais nas regiões prioritárias para o SUS, com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais na área da saúde; ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade da saúde da população; e aperfeiçoar médicos para atuação nas políticas públicas de saúde e na organização e no funcionamento do SUS.

Com informações de AEN/PR

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Saúde

Vacina contra câncer de pele reduz recorrência de melanoma quando combinada com imunoterapia, diz estudo

Vice-presidente sênior da Moderna disse que resultados podem ser um “novo meio para prolongar a vida dos pacientes”

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|Foto: Unsplash/Divulgação|

Novos dados de um teste de uma vacina experimental mostraram uma redução do risco de recorrência do melanoma, forma mais grave de câncer de pele, quando combinada com imunoterapia. A informação é das farmacêuticas Moderna e Merck.

Em um estudo com 157 pessoas que fizeram cirurgia para tratar o melanoma, 78,6% das que receberam a vacina personalizada e a imunoterapia ficaram livres de câncer em 18 meses, enquanto 62,2% das pessoas que receberam apenas a imunoterapia não tiveram recorrência.

A recorrência do câncer ou morte ocorreu em 22,4% dos que receberam o tratamento combinado e 40% que receberam apenas a imunoterapia.

Nenhum efeito colateral grave da vacina foi relatado. Os efeitos colaterais mais comuns foram fadiga, dor no local da injeção e calafrios.

Kyle Holen, vice-presidente sênior da Moderna e chefe de desenvolvimento, terapêutica e oncologia, disse em um comunicado que os resultados “fornecem mais encorajamento para o potencial de mRNA” para pessoas com melanoma, e “pode ​​ser um novo meio para potencialmente prolongar a vida dos pacientes”.

A vacina experimental contra o câncer da Moderna foi projetada para preparar o sistema imunológico para gerar uma resposta a tumores específicos. A imunoterapia Keytruda da Merck, que já é usado no tratamento do melanoma, estimula o sistema imunológico a atacar os tumores.

Os dados do estudo de Fase 2B não foram revisados ​​por pares ou publicados; resultados preliminares do julgamento foram divulgados em dezembro. As empresas apresentaram os dados mais recentes na reunião anual da American Association for Cancer Research.

As empresas disseram que planejam lançar um estudo de Fase 3 ainda neste ano e expandir para mais tipos de tumores, incluindo câncer de pulmão.

De acordo com a American Cancer Society, o melanoma representa cerca de 1% de todos os cânceres de pele, mas causa a maioria das mortes. O grupo estima que, em 2023, cerca de 100 mil novos melanomas serão diagnosticados nos Estados Unidos e quase 8 mil pessoas morrerão de melanoma.

Com informações de CNN

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Paraná

Com 690.164 vacinas aplicadas, Paraná lidera ranking nacional da imunização contra gripe

O Paraná saiu na frente na Campanha Nacional 2023 contra a Influenza e lidera o ranking nacional em doses aplicadas. Desde o início da campanha, há 20 dias, 690.164 vacinas foram registradas

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|Foto: Geraldo Bubniak/AEN|

Com um público-alvo de mais de 4,6 milhões de pessoas, o Paraná saiu na frente na Campanha Nacional 2023 contra a Influenza e lidera o ranking nacional em doses aplicadas. Desde o início da campanha, há 20 dias, 690.164 vacinas foram registradas, segundo o Vacinômetro Nacional.

Na sequência, como o segundo estado que mais vacinou, está Minas Gerais, com uma população-alvo de mais de 8,5 milhões de pessoas e aplicação de 550 mil doses até agora. Em ambos os estados a campanha contra a gripe foi antecipada à campanha nacional, que tinha como data prevista a última segunda-feira (10). Em seguida estão os estados de São Paulo (543.424) e Ceará (429.979).

Esta é a 25ª Campanha de Vacinação contra a Influenza e tem o objetivo de prevenir o surgimento de complicações decorrentes das doenças respiratórias, evitando novos óbitos e sobrecarga do sistema de saúde. Diferente dos anos anteriores, esse ano a ação é em uma só etapa, com 18 diferentes grupos, simultaneamente, pelo critério do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Nossa meta vacinal é de 90%, e estamos esperançosos de chegar nesse número. Começamos bem e queremos manter este ritmo até o final da campanha. Continuamos pedindo para que os grupos selecionados recebam este imunizante, que já está atualizado contra a nova cepa da gripe”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

A Sesa recebeu duas remessas enviadas pelo Ministério da Saúde (MS) da vacina, uma de 388 mil e outra de 532 mil doses, totalizando 920 imunizantes.

“Receberemos mais doses nas próximas semanas e por isso reforçamos a importância desta atitude de proteção. Os dados podem ficar ainda melhores com a participação de toda a população”, afirmou o secretário.

PÚBLICO-ALVO – Dos 18 grupos elencados para receberem a vacina, os povos indígenas, que vivem nas terras indígenas, e as pessoas idosas, foram os que mais se vacinaram, com 34,35%, e 23,67% de cobertura vacinal, respectivamente.

Das 690 mil doses aplicadas no Estado, 438.624 foram direcionadas para as pessoas acima de 60 anos. Curitiba (103.240), Londrina (29.621), Cascavel (20.913) e Maringá (20.216) destacam-se no número de aplicações.

Os grupos de pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores portuários e povos indígenas vivendo fora das suas terras vacinaram menos do esperado.

Dos 154.663 caminhoneiros elencados pelo PNI, 3.272 (2,12%) receberam o imunizante. Das pessoas com deficiência permanente, o percentual é menor ainda, cerca de 1,01% (4.618 doses), das 456.314, procuraram o imunizante.

No grupo dos povos indígenas vivendo fora das terras, em que pertence pessoas mais suscetíveis e que não estão procurando a vacinação, a cobertura é de 1,07%. De acordo com a plataforma nacional, das 14.034 pessoas, em apenas 150 a dose foi aplicada.

MOBILIZAÇÃO – No sábado (15) a Sesa promoveu em todo o Estado o Dia D de vacinação, convocando a população para atualizar a carteirinha vacinal e ampliar a cobertura de imunizantes contra a Covid-19, Influenza e demais vacinas de rotina. Mais de 1,3 mil salas de vacinas estiveram abertas. Somente contra a Influenza houve a aplicação, em um só dia, de 177.338 doses.

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Saúde

Identificar acúmulo de proteínas da doença de Parkinson pode acelerar detecção, diz estudo

Técnica chamada ensaio de amplificação pode identificar indivíduos em risco antes do diagnóstico da doença neurodegenerativa

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|Foto: Solskin/Getty Images|

Uma técnica que identifica o acúmulo de depósitos anormais de proteínas ligadas à doença de Parkinson pode ajudar na detecção precoce e desempenhar um papel fundamental no diagnóstico e caracterização clínica da doença, de acordo com pesquisa publicada na revista The Lancet Neurology.

As descobertas do estudo confirmam que a técnica pode detectar com precisão pessoas com a doença neurodegenerativa. Ela também teria a capacidade de identificar indivíduos em risco e aqueles com sintomas não motores precoces antes de diagnóstico.
O método é conhecido tecnicamente como ensaio de amplificação da proteína α-sinucleína (αSyn-SAA). A presença de agregados mal dobrados dessa proteína no cérebro é a marca patológica da doença de Parkinson.

“Reconhecer a heterogeneidade na patologia subjacente entre pacientes com doença de Parkinson tem sido um grande desafio. A identificação de um biomarcador eficaz para a patologia da doença de Parkinson pode ter implicações profundas na forma como tratamos a doença, potencialmente tornando possível diagnosticar pessoas mais cedo, identificar os melhores tratamentos para diferentes subconjuntos de pacientes e acelerar os ensaios clínicos”, afirma Andrew Siderowf.

Siderowf, coautor principal do estudo, é professor da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e investigador da Parkinson Progression Marker Initiative (PPMI).

O especialista afirma que os achados sugerem que a técnica é altamente precisa na detecção do biomarcador para a doença de Parkinson, independentemente das características clínicas, tornando possível diagnosticar com precisão a doença em pacientes em estágios iniciais.

“Além disso, nossos resultados indicam que a α-sinucleína mal dobrada é detectável antes que o dano dopaminérgico no cérebro esteja prestes a ser observado por imagem, sugerindo a disseminação onipresente dessas proteínas mal dobradas antes que ocorra dano neuronal substancial”, acrescenta o coautor do estudo Luis Concha, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Amprion, dos EUA.

As descobertas do estudo confirmam que a técnica pode detectar com precisão pessoas com a doença neurodegenerativa. Ela também teria a capacidade de identificar indivíduos em risco e aqueles com sintomas não motores precoces antes de diagnóstico.

O método é conhecido tecnicamente como ensaio de amplificação da proteína α-sinucleína (αSyn-SAA). A presença de agregados mal dobrados dessa proteína no cérebro é a marca patológica da doença de Parkinson.

“Reconhecer a heterogeneidade na patologia subjacente entre pacientes com doença de Parkinson tem sido um grande desafio. A identificação de um biomarcador eficaz para a patologia da doença de Parkinson pode ter implicações profundas na forma como tratamos a doença, potencialmente tornando possível diagnosticar pessoas mais cedo, identificar os melhores tratamentos para diferentes subconjuntos de pacientes e acelerar os ensaios clínicos”, afirma Andrew Siderowf.

Siderowf, coautor principal do estudo, é professor da Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e investigador da Parkinson Progression Marker Initiative (PPMI).

O especialista afirma que os achados sugerem que a técnica é altamente precisa na detecção do biomarcador para a doença de Parkinson, independentemente das características clínicas, tornando possível diagnosticar com precisão a doença em pacientes em estágios iniciais.

“Além disso, nossos resultados indicam que a α-sinucleína mal dobrada é detectável antes que o dano dopaminérgico no cérebro esteja prestes a ser observado por imagem, sugerindo a disseminação onipresente dessas proteínas mal dobradas antes que ocorra dano neuronal substancial”, acrescenta o coautor do estudo Luis Concha, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Amprion, dos EUA.

Com informações de UOL

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Saúde

Força-tarefa irá vacinar 8 mil indígenas em áreas de difícil acesso

Equipes percorrerão comunidades do norte do país até outubro

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Foi iniciada nesta quinta-feira (13) a força-tarefa para vacinar mais de 8 mil indígenas que vivem em áreas de difícil acesso. A ação começará pelo município de São Gabriel da Cachoeira (AM), na região do Alto Rio Negro. As equipes irão percorrer 11 aldeias pelo período de 20 dias.

Chamada Operação Gota 2023, é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Defesa e deve durar até outubro, com imunização de comunidades do Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari, Alto Rio Juruá, Alto Rio Purus, Amapá, norte do Pará e Médio Rio Purus.

De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas foram selecionadas a partir dos seguintes critérios: sem acesso por rodovia ou hidrovia, mais de cinco dias de viagem para chegar ao local, área sem visitação ou entrada por mais de seis meses no ano, barreiras geográficas e região de floresta que exige permanência de um profissional por mais de quatro dias sem comunicação.

“Retomar as altas coberturas vacinais é prioridade do Ministério da Saúde e as ações em territórios indígenas tem o objetivo de recuperar os índices vacinais de todas os imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação que sofreram queda nos últimos anos. Desde fevereiro, o Ministério da Saúde está unindo o Brasil no Movimento Nacional pela Vacinação, que começou pelo reforço da imunização contra a Covid-19”, aponta nota da pasta.

As comunidades indígenas serão vacinadas contra diversas doenças, entre elas covid-19 e influenza. No total, conforme o ministério, serão utilizadas aproximadamente 11 mil doses de mais de 20 tipos de imunobiológicos.

A estratégia é levar ainda vacinação para populações ribeirinhas e quilombolas.

 

Com informações de Agência Brasil

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